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JULIANA STANGER

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JULIANA STANGER

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40 Anos de Surfest: Dos Bastidores de Newcastle às Ondas da Gold Coast

  • Foto do escritor: Juliana Stanger
    Juliana Stanger
  • 29 de abr.
  • 4 min de leitura

Por dentro de um dos maiores festivais de surfe do mundo — e o que vem por aí na Austrália

Existem eventos que vão além da competição. Que carregam história, identidade e uma energia capaz de transformar uma praia em palco para os maiores heróis do surfe mundial. O Surfest de Newcastle é um desses lugares. E este ano, o evento ganhou um significado ainda mais especial: a celebração do seu 40º aniversário.

Tive a honra de receber um convite VIP para vivenciar de perto essa edição histórica — e posso dizer, sem exagero, que foi uma das experiências mais marcantes da minha vida ligada ao surfe. Mas antes de falar sobre tudo o que vivi, deixa eu te contar um pouco sobre essa competição que é verdadeiramente lendária.


Uma história que começou em 1985

O Surfest nasceu em 1985 como uma iniciativa da prefeitura de Newcastle, no estado de New South Wales, na Austrália. O objetivo era mostrar ao mundo que a cidade, conhecida até então por sua tradição industrial, tinha também praias deslumbrantes e um surf de alto nível. A aposta deu certo — e como deu.

Na época do seu lançamento, o Surfest era a competição de surfe mais rica do planeta. Com o passar dos anos, o evento foi crescendo, se reinventando e se consolidando como o maior festival de surfe do Hemisfério Sul, reunindo hoje mais de 800 surfistas de todo o mundo em nove diferentes competições ao longo de fevereiro e março.

Desde 2007, o festival tem sua sede permanente na icônica Praia de Merewether, um ponto sagrado do surfe australiano e reserva nacional de surfe desde 2009. As direitas que quebram no fundo de pedra e areia de Merewether são as mesmas que moldaram o estilo de Mark Richards, tetracampeão mundial e patrono do festival — um orgulho genuíno de Newcastle.

Em 2025, o Surfest deu mais um passo histórico ao ser integrado ao Challenger Series da World Surf League (WSL), transformando-se em uma das etapas que definem as vagas para o Championship Tour — o circuito de elite do surfe mundial. Não à toa, o evento confirmou presença no calendário da WSL até 2027.


Bastidores da WSL: uma visão que poucos têm

Durante o Surfest, além de assistir às baterias com aquela adrenalina que só quem ama surfe conhece, tive a oportunidade única de explorar os bastidores da World Surf League. Ver de perto como funciona a estrutura por trás das câmeras — o trabalho de julgamento, a logística, a produção das transmissões — foi revelador.

A WSL não é apenas um circuito de competições. É uma máquina de contar histórias, de celebrar a cultura do surfe e de projetar atletas ao estrelato internacional. E vivenciar isso de dentro, com um credencial VIP nas mãos, foi uma perspectiva que transformou completamente a forma como eu assisto a cada bateria.

O brasileiro que emocionou em Newcastle

Se a estrutura do evento já impressiona, o que acontece dentro da água é de outro nível. Um dos momentos mais emocionantes desta edição foi acompanhar o atleta brasileiro que se classificou para o Championship Tour durante a competição. Ver o talento e a determinação de um representante do Brasil sendo reconhecido no cenário internacional, diante de uma torcida elétrica, foi algo que me encheu de orgulho.

O surfe brasileiro é uma força da natureza — e Newcastle foi mais um palco para provar isso.


Medina: o rei voltou

Falando em Brasil e surfe de elite, não tem como não falar de Gabriel Medina. O tricampeão mundial de São Sebastião (SP) é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do esporte. Em 2014, Medina entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial de surfe. Repetiu o feito em 2018 e sacramentou o tricampeonato em 2021, em uma final verde-amarela histórica contra Filipe Toledo em Lower Trestles, na Califórnia.

Além dos três cinturões mundiais, Medina acumula a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris 2024 e o feito de ser o primeiro surfista a executar um backflip em competição, durante o Oi Rio Pro de 2016, recebendo nota 10 perfeita de todos os juízes.

Após um 2025 fora do tour por conta de uma lesão no peitoral, Medina retornou com tudo em 2026 como wildcard da temporada — e está, literalmente, dominando. Vice-campeão recente em Margaret River, ele reassumiu a liderança do ranking mundial e chega à Gold Coast como o homem a ser batido. A "Tempestade Brasileira" nunca esteve tão forte.

Próxima parada: Gold Coast

E é exatamente sobre a Gold Coast que quero te contar com detalhes agora!

Na próxima semana, estarei na Gold Coast a convite dos patrocinadores, fazendo a cobertura completa do evento e elevando ainda mais o surfe brasileiro na Austrália. A etapa acontece entre os dias 30 de abril e 10 de maio, e promete ser espetacular — especialmente com Medina liderando o ranking e um possível confronto com Filipe Toledo já nas oitavas de final.

Tudo isso será possível graças ao apoio dos parceiros que tornam esses grandes eventos uma realidade. O evento na Gold Coast tem à frente o Bonsoy como patrocinador master (naming rights), o cronometrista oficial Breitling, os parceiros de varejo e vestuário Surfboard Empire e Florence Marine X, e o suporte da Coastal Property Agents. São marcas que acreditam no surfe como estilo de vida e contribuem para que eventos como esse cheguem ao mais alto nível.


Sorteio: venha viver essa experiência comigo!

Para tornar essa aventura ainda mais especial, vou sortear um convite VIP para um seguidor que ama surfe e quer vivenciar essa experiência incrível ao meu lado!

Fiquem de olho nas redes sociais para saber como participar. Vai ser épico — e alguém daqui vai estar comigo nessa!

Acompanhe todas as novidades aqui no blog e nas redes sociais. O surfe brasileiro está na Austrália — e eu estou aqui para contar cada detalhe dessa história.


 
 
 

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